Foto: Reprodução/SMCS
Terrazza Panorâmico

O desastre de Brumadinho, em Minas Gerais, já ocupa o centro das discussões no Congresso Nacional, antes mesmo da posse dos novos parlamentares, em fevereiro. O ex-prefeito de Curitiba e deputado federal eleito para o quarto mandato, Gustavo Fruet (PDT), deve apresentar, já no dia 1º. A proposta da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI das Barragens.

Se aprovada, a CPI vai investigar as causas que levaram à tragédia humana e ambiental de Brumadinho, com o rompimento de uma das barragens da mina de ferro da Vale do Rio Doce. Até a manhã desta segunda-feira (28), 58 mortes haviam sido confirmadas e 305 desaparecimentos.

Para Fruet, uma CPI dará mais visibilidade e prioridade ao tema.

O problema é realidade também no Paraná. O relatório de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas (ANA) de 2017, aponta que apenas quatro funcionários do Instituto de Águas do Paraná trabalham na fiscalização de 461 barragens no Estado.

O relatório alerta que todas as pessoas que atuam nesta questão, além de possuírem outras tarefas, estão quase se aposentando ou não fazem parte do quadro funcional, ou seja, são servidores de outros órgãos que estão temporariamente à disposição do instituto.

Para Gustavo Fruet, falta fiscalização do poder público.

O desastre ambiental de Brumadinho é o segundo do gênero em três anos. O primeiro foi em Mariana, também em Minas Gerais, em novembro de 2015.

Repórter Lucian Pichetti