Foto: Andressa Tavares
Foto: Andressa Tavares
Foto: Andressa Tavares

Deputados da própria base do governador Beto Richa discordam da proposta do executivo de revogar o reajuste salarial do funcionalismo.

Servidores ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira.

Com galerias lotadas, a Assembleia Legislativa realizou uma sessão marcada por discursos sobre a proposta do governador Beto Richa de revogar a reposição salarial do funcionalismo, acordada no ano passado, em meio à greve, ocupação do Legislativo e confronto no Centro Cívico.

Não só os deputados da oposição criticaram a  postura de Richa.

Felipe Francischini, do Solidariedade, partido da base governista, diz que ainda não foi convencido pelo Palácio Iguaçu de que não teria dinheiro para pagar o compromisso assumido.

Hussein Bakri (PSD), também aliado à Richa, subiu na tribuna e foi taxativo: reposição salarial é um direito, afirmou.

Quando falava sobre ocupação das escolas, Bakri chegou a ficar irritado quando teve o discurso interrompido  por manifestantes que ocupavam as galerias.

O petista Tadeu Veneri defendeu o movimento grevista.

A suspensão do pagamento do reajuste é uma provocação, declarou Tercílio Turini (PPS), da bancada independente.

O governo do Paraná diz que não tem dinheiro para pagar, ao mesmo tempo, promoções, progressões e a reposição, em razão da baixa arrecadação.

O líder do executivo, Luis Cláudio Romanelli (PSB), fala em diálogo para se chegar a um entendimento.

O governo suspendeu a proposta de reajuste, por hora, mas não retirou a proposta, que é o que pedem os servidores. A iniciativa faz parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias que está tramitando na Assembleia Legislativa.

Repórter Andressa Tavares

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