Foto: reprodução site Petrobras
Terrazza Panorâmico

A refinaria paranaense Presidente Getúlio Vargas, a Repar, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, está no primeiro grupo de refinarias que devem ser privatizadas no ano que vem pela Petrobras. Ao todo, oito unidades da estatal serão vendidas em 2020 – elas foram divididas em dois lotes.

A Repar é uma das primeiras que deve ser negociada, porque as condições de infraestrutura do local são atraentes. Conforme especulações, a paranaense é uma das mais visadas por cerca de 20 empresas que já demostraram interesse no certame.

O diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Roni Anderson Barbosa, esteve na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (5). Durante fala em Plenário ele citou os impactos que a venda deve trazer para os paranaenses.

O pacote de venda da refinaria paranaense inclui cinco terminais de armazenamento, que são instalados em cidades como Paranaguá e Itajaí, em Santa Catarina. Eles são servidos por 476 quilômetros de oleodutos.

O Sindipetro está preocupado com a situação dos trabalhadores que dependem do emprego na refinaria.

Da unidade de Araucária saem 208 mil barris por dia, aproximadamente 9% da capacidade de refino do Brasil. A Repar responde por 12% da produção de derivados de petróleo do país, como diesel, gasolina, GLP e querosene de aviação.

Barbosa destacou que a refinaria não está tendo todo o seu potencial utilizado.

O deputado Requião Filho (MDB), um dos que levantou o debate na Assembleia, explicou que a venda da Petrobras causa um prejuízo enorme para economia do estado.

Na próxima segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa realiza uma audiência pública sobre o tema. A ideia é construir uma pauta para reivindicar a permanência da Petrobras no Paraná.

Repórter Francielly Azevedo