Deputados sugerem que Paraná compre vacina por conta própria

Deputados sugerem que Paraná compre vacina por conta própria
Foto: Agência Brasil

A Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia Legislativa defende que o Paraná não precisa esperar o Governo Federal se tem condições de comprar vacinas para a população. A conclusão consta no relatório apresentado, nesta terça-feira (15), que reúne uma série de recomendações ao Governo do Paraná de combate e prevenção à Covid-19. A Frente está em atuação desde junho de forma remota.

O relatório cita que para a Frente Parlamentar do Coronavírus e para todos os paranaenses não importa se a vacina será de um instituto ou indústria russa, chinesa, americana ou europeia, o importante é que se mostre segura, eficaz e tenha aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seja por meio de autorização para uso emergencial ou por registro definitivo.

O coordenador do grupo de trabalho, deputado Michele Caputo (PSDB), informou que a Frente recomendou que o Paraná formalize acordos de intenção de compra de doses com vários fornecedores de vacinas promissoras, mesmo que ainda não tenha aval da Anvisa. Isso porque esses documentos não atrelam à obrigatoriedade de compra e não dependem de desembolso financeiro, mas colocam o Paraná na lista de prioridades das fabricantes.

Entre os destaques, Caputo citou a participação de Mariângela Batista Galvão Simão, vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). A médica paranaense participou de uma reunião da Frente Parlamentar falando direto de Genebra, na Suíça, e antecipou que uma vacina para a população contra o vírus só estaria disponível em meados de 2021.

A Frente Parlamentar do Coronavírus é composta por 31 deputados estaduais. O Legislativo entra em recesso na próxima sexta-feira (18).

Repórter Francielly Azevedo