O lançamento oficial do Programa Amigo dos Rios, na Praça Arlene Maria Hansel, no bairro Guabirotuba, com limpeza do córrego, plantio de árvores e demonstração da fiscalização de ligações de esgoto. Curitiba, 02/04/2019. Foto: Luiz Costa/SMCS

Curitiba tem seis bacias hidrográficas que cortam a cidade com vários rios e riachos. São 432 quilômetros quadrados com as bacias do Ribeirão dos Padilhas, Rio Atuba, Rio Barigui, Rio Belém, Rio Iguaçu e Rio Passaúna.

Com 21 quilômetros de extensão, o Rio Belém é o único que começa e termina no município, cortando a cidade de norte a sul, passando por ciclovias, ruas, parques, casas e indústrias. A nascente está localizada no bairro Cachoeira e segue até o bairro Boqueirão, onde deságua no Rio Iguaçu.

Em alguns trechos, o rio fica visível à população, assim como os afluentes, mas a quantidade de lixo retirada mensalmente dos córregos e rios é assustadora.

Segundo dados da Prefeitura de Curitiba, todos os meses, são retiradas 120 toneladas de lixo dos rios que cortam a cidade, sendo, na maioria, de lixo comum jogado pela população: sacolas plásticas, garrafas pet e até móveis e eletrodomésticos, como sofá e fogão.

O diretor de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba, Ibson Campos, lembra que, além dos problemas com o lixo, a ligação de esgoto irregular das residências, prejudica a vida dos rios e afluentes, além de transmitir doenças para a população.

Para reverter esse quadro, uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a Sanepar foi iniciada com o programa Amigo dos Rios, que prevê a realização de ações integradas para recuperação dos rios de Curitiba e tem como prioridade, este ano, o Rio Belém e os afluentes.

O trabalho é contínuo. O Amigo dos Rios terá investimento de R$ 3,5 bilhões em 30 anos, além de contar com repasses para o Fundo Municipal de Saneamento Básico, que financia as ações de fiscalização e educação ambiental.

Repórter William Bittar