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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

No último sábado, dia 30 de novembro, foi realizado em todo o país o Dia D da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo 2019. Em Curitiba apenas 365 jovens de 20 a 29 anos  buscaram a imunização nas dez unidades de saúde que estavam abertas para dar atendimento.

Outras 201 doses da vacina foram aplicadas em pessoas de outras faixas etárias. Incluídas as imunizações contra outras doenças, foram 1.790 vacinas ao longo do dia.

O público-alvo foi definido pelo Ministério da Saúde porque o maior número de indivíduos com sarampo no surto registrado atualmente no país está entre os jovens de 20 a 29 anos.

A médica Infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger explica as mudanças ocorridas na vacina que protege contra o sarampo, assim como as doses.

Marion Burger conta ainda que em 2013, a vacinação sofreu novas mudanças e que se mantém desta forma até os dias atuais. A médica alerta ainda que todos os públicos devem manter a rotina vacinal em dia.

Casos de sarampo

Até quinta-feira da última semana, Curitiba registrou 306 casos confirmados de sarampo no município neste ano – 28 deles são novos. A faixa etária em que há maior número de registros confirmados é entre 20 e 29 anos, o que corresponde a 54,5% do total. A idade mediana é de 22 anos.

Do total de casos confirmados, 32 são importados (na maior parte, a provável fonte de infecção foi no estado de São Paulo) e em 274 a transmissão foi secundária (quando uma pessoa transmite o vírus para outra que não viajou) ou são casos em que não foi possível determinar a pessoa responsável pela transmissão ou o local onde ocorreu o contágio. Em apenas 17 casos foi necessária a internação hospitalar – todos os pacientes já tiveram alta.

Além dos casos confirmados, a Secretaria Municipal de Saúde investiga, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outros casos suspeitos da doença no município – grande parte só pode ser confirmada após a realização de exame de sangue, coletado sete dias após o surgimento das manchas vermelhas na pele.

Repórter Vanessa Fernandes