Dia Internacional da Mulher: o desafio de aumentar a representatividade da mulher na política

Dia Internacional da Mulher: o desafio de aumentar a representatividade da mulher na política
Foto: Agência Brasil

As mulheres representam 51% da população, são cem milhões e quinhentas mil brasileiras e apesar disso, no cenário nacional, a representação parlamentar não chega a 10%.

Em Curitiba, a Câmara de vereadores tem a maior bancada feminina da história, mas ainda é pouco são 8 mulheres dentre os 38 parlamentares. Na Assembleia Legislativa, dentre os 54 deputados há apenas 4 mulheres.

De maneira geral a mulher é atuante quando se trata de grupos menores, dentro das comunidades e associações, mas na política formal isso não se repete.

A Superintendente de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná Luciana Panke, que também é pesquisadora e atua na Escola de política para Mulheres da instituição explica que uma das razões para que a mulher se afaste da política formal é a questão cultural.

Para a pesquisadora o segundo aspecto que afasta as mulheres da política é a atual formatação partidária em relação às mulheres.

Luciana Panke destaca ainda que um terceiro fator se refere à própria mulher que por temer o julgamento da sociedade acaba por não se envolver ativamente na política.

Na busca por mudanças neste cenário a Universidade Federal do Paraná desde janeiro deste ano criou a Escola da Política para mulheres. Luciana Panke conta como a Escola da Política busca preparar as mulheres para uma participação mais evidente na vida pública.

A pesquisadora sugere ainda um modelo de cotas para disputa eleitoral que traria mais igualdade entre homens e mulheres.

É possível acompanhar palestras e atividades da Escola da Política para mulheres da Universidade Federal pelas redes sociais e no site da universidade www.ufpr.br.

Repórter Vanessa Fernandes