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O juiz federal Sérgio Moro deferiu, na noite desta quarta-feira (8), um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolado no processo relacionado ao sítio de Atibaia, no qual Lula é réu. Os advogados do ex-presidente solicitaram a dispensa da ex-presidente Dilma Rousseff como testemunha de Lula nesta ação penal. Um depoimento dela estava marcado para a manhã desta quinta-feira (9), por meio de videoconferência a partir de São Paulo.

A oitiva de Dilma neste processo já havia sido adiada. Ela estava prevista inicialmente para junho, mas a ex-presidente teve um compromisso na ocasião e a defesa de Lula solicitou o adiamento, o que foi aceito pelo juiz Sérgio Moro.

Na época, os advogados de Lula se comprometeram a levar Dilma em uma das audiências remanescentes, como a marcada para esta quinta-feira. No entanto, a defesa alegou nesta quarta-feira que, “conforme informação obtida junto à assessoria da ex-presidente da República, não foi possível conciliar a data das audiências com os compromissos assumidos por Sua Excelência, de modo que resta impossibilitado o seu comparecimento”.

A defesa, na petição, pediu a desistência da oitiva, pois não havia a possibilidade de apresentar a testemunha nas datas das audiências. A solicitação foi, então, aceita pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato.

Os advogados de Lula reiteram, no despacho, que está mantida para esta quinta, por videoconferência no Rio de Janeiro para Curitiba, o depoimento do ex-ministro Gilberto Gil.
No mesmo caso e há dois dias, a defesa de Lula solicitou a desistência da oitiva de Fernando Haddad, candidato a vice na chapa do ex-presidente nas eleições deste ano. Ele também tinha depoimento marcado para hoje, mas a defesa publicou que Haddad foi constituído como advogado de Lula nos autos e, ainda, escolhido como vice. O pedido de dispensa também foi acatado por Sérgio Moro.

A ação penal do sítio de Atibaia está relacionada com o pagamento de vantagens indevidas a Lula por parte de empreiteiras, por meio de reformas, na propriedade. Em troca, as empresas teriam sido beneficiadas com contratos firmados com a Petrobras.

Repórter Joyce Carvalho