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Terrazza Panorâmico

A Justiça determinou o afastamento da diretora de uma escola municipal de Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba, por suspeitas de agressão física e verbal contra alunos e professores, além de assédio moral a professores. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). A decisão liminar foi concedida pelo Juízo da Vara da Infância e Juventude de Campo Largo.

O afastamento é uma medida cautelar e foi solicitado pela 3ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, responsável pela comarca de Balsa Nova e que investiga as denúncias de agressões e de negligência por parte da diretoria.

De acordo com o Ministério Público, a situação foi levada à Justiça após diversos relatos de integrantes da comunidade escolar, representantes do Conselho Tutelar e denúncias do Disque 100. O Ministério Público informou que foram denúncias de violência psicológica, incluindo gritos e ameaças verbais contra alunos, pais e professores.

A promotoria também reuniu quatro casos de violência direta contra estudantes que estão sendo investigadas. Segundo o MPPR, uma aluna que ficou presa no portão da escola, fechado de forma indevida; um aluno que recebeu um puxão de orelha; uma menina que passou mal com vômitos após ter ser agredida verbalmente pela diretora; e um grupo de alunos foi mantido de “castigo” de forma abusiva.

Diante dos fatos, a promotoria sustentou na Justiça que a diretoria não deveria permanecer nas dependências da escola até o fim da instrução do processo. O objetivo é evitar situações de assédio ou mesmo de retaliação contra funcionários, alunos e pais de estudantes.

A reportagem da CBN Curitiba procurou a prefeitura de Balsa Nova, que informou que ainda não foi intimada oficialmente da decisão judicial. O município ressaltou que o processo corre em sigilo e que, tão logo for intimado, vai cumprir a decisão.

O Ministério Público informou que foi imposta multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. Confirmou ainda que o processo tramita sob sigilo e está em fase cautelar, com investigações em curso.

Repórter Joyce Carvalho