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Terrazza Panorâmico

Três ex-gerentes da diretoria de Gás e Energia da Petrobras são alvos da quadragésima fase da Lava Jato, batizada de “operação Asfixia”. Eles são acusados de receberem mais de R$ 100 milhões em propina. Segundo o Ministério Público Federal, um dos investigados teria se aproveitado da Lei de Repatriações para trazer do exterior ao Brasil propinas de aproximadamente R$ 48 milhões.

O MPF criticou a conduta do ex-gerente por ter usado uma lei federal para repatriar dinheiro de origem ilícita. Outro ex-gerente da diretoria de Gás e Energia confessou, em depoimento de delação premiada, ter recebido propina de R$ 15 milhões no esquema. É a primeira vez que a Lava Jato apura repasses ilícitos na diretoria de Gás e Energia. Até então, as investigações se concentravam em irregularidades nas diretorias de Abastecimento, de Serviços e da Área Internacional.

Mas, agora, a Lava Jato desvenda pagamentos de propina em uma quarta diretoria da Petrobras. Na área de Gás e Energia, o esquema era o mesmo, segundo o MPF: os ex-gerentes recebiam as vantagens indevidas para beneficiar empreiteiras em contratos com a estatal. Os pagamentos seguiram até junho de 2016, mais de dois anos depois da deflagração da Lava Jato.

A Polícia Federal cumpre 16 mandados de busca, dois de prisão preventiva, dois de temporária e cinco conduções coercitivas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os quatro presos de hoje são os ex-gerentes de Gás e Energia, Maurício Guedes de Oliveira e Marcio de Almeida Ferreira, além de Marivaldo do Rozário Escalfoni e Paulo Roberto Fernandes, que seriam representantes de empresas responsáveis pelos pagamentos ilícitos.

O terceiro ex-gerente investigado pela Lava Jato, Edison Krummenauer, fechou delação premiada, e por isso não foi preso. Foi ele que admitiu ter recebido R$ 15 milhões no esquema. Todos os presos serão trazidos a Curitiba. O nome da etapa, asfixia, faz referência à tentativa de cessar o desvio de dinheiro destinado à produção, distribuição e comercialização de gás combustível.

Repórter Tabata Viapiana

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