Foto: Luiz Costa / SMCS

A proposta está em fase de apresentação à comunidade e ainda deve passar por avaliação e testes antes de ser colocada em prática.

Segundo Flavia Adachi, coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, não haverá fechamento de unidades, mas uma reestruturação das que já funcionam para facilitar o atendimento.

Para o presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, Osmar Ratzke, a prefeitura caminha no sentido certo com a perspectiva de unificar o atendimento.

Ratzke defende que a divisão feita atualmente entre os tipos de pacientes (com transtornos mentais e com dependência de álcool e outras drogas) é muitas vezes ilusória, por isso a oferta de mais de um programa de tratamento num mesmo espaço seria um avanço em comparação com a estrutura de hoje.

Apesar de aprovar essa mudança pontual, de extinção de centros de atenção voltados para situações específicas, o presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria é enfático ao dizer que o atendimento à Saúde Mental de Curitiba ainda é muito distante daquela considerada ideal.

Segundo ele, falta atendimento global, com ambulatórios, possibilidade de consultas com psiquiatras e psicólogos em prazos curtos, oferta de medicamentos adequados, além de serviço mais complexo como o de internamento.

Esse tipo de serviço já existe no país e pelo SUS, é o caso de São Paulo.

A representante da prefeitura afirmou que uma ampliação de rede é impossível no momento, por isso defendeu que o foco é na reestruturação, inclusive com mais possibilidades de ação preventiva.

Hoje são 12 os Caps que funcionam em Curitiba. Três deles tem atendimento voltado apenas a crianças e adolescentes e não passaram por mudanças.

Dos outros nove, quatro são voltados para transtornos mentais e cinco para álcool e drogas. São esses que devem entrar na reestruturação.

Repórter Cristina Seciuk

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