Foto: EBC
Terrazza Panorâmico

O doleiro Raul Henrique Srour, condenado na Operação Lava Jato a cinco anos e cinco meses de reclusão em regime semiaberto, foi preso na manhã desta quarta-feira (10), em Jandaia do Sul, no Norte-Central paranaense.

Em 2016, o juiz federal Sergio Moro condenou o doleiro a sete anos e dois meses por lavagem de dinheiro e falsa identidade para operação de câmbio. Após recorrer, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região diminuiu a pena de Raul. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), ele é acusado de atuar no mercado de câmbio negro e de estar envolvido na prática de diversos crimes financeiros. Ele teria movimentado quase R$ 3 milhões.

Conforme a promotora Fernanda Lacerda Trevisan Silvério, da 1ª Promotoria de Justiça de Jandaia do Sul, logo após ter a condenação confirmada em segunda instância e o cumprimento do regime semiaberto, o doleiro alterou seu domicílio para a Jandaia do Sul. Mas nunca teve nenhum vínculo profissional ou pessoal na cidade.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), para justificar a mudança, o doleiro apresentou à justiça um falso contrato de trabalho, celebrado com uma gráfica da cidade de Borrazópolis (na comarca de Faxinal), que o teria contratado como “vendedor autônomo”.

Segundo a promotora, as investigações demonstraram que o doleiro jamais exerceu a função de vendedor e tampouco pretendia fazê-lo.

A falsidade foi praticada para assegurar que ele não cumprisse pena em unidade prisional no estado de São Paulo, onde existem estabelecimentos destinados ao regime semiaberto. Por isso, escolheu Jandaia do Sul a dedo.

O doleiro, dois advogados e os proprietários da gráfica foram denunciados pela prática dos crimes de associação criminosa e falsidade ideológica.

A Rádio CBN Curitiba entrou em contato com a defesa do doleiro, que disse que não vai se manifestar sobre o assunto.

Repórter Francielly Azevedo

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