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Terrazza Panorâmico

Gabriel Araújo, dono do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, no dia 29 de junho, recebeu alta do Hospital Evangélico Mackenzie, nesta segunda-feira (5), 37 dias depois do acidente. Gabriel teve 30% do corpo queimado.

Além dele, a esposa Raquel Lamb e o funcionário da empresa Impeseg, Caio Santos, também ficaram feridos. Raquel teve 55% do corpo queimado e segue internada e Caio Santos já recebeu alta no dia 22 de julho. Mateus Lamb, de 11 anos, morreu durante a explosão após ser arremessado do sexto andar do prédio.

Segundo a Polícia Civil, a explosão aconteceu durante a impermeabilização de um sofá. Caio Santos aplicava um produto inflamável quando Raquel Lamb acabou ligando o fogão.

Em depoimento à polícia, Raquel e Gabriel afirmaram que em nenhum momento foram avisados sobre o produto ou receberam recomendação de não acender fogão ou qualquer coisa que pudesse causar um incêndio.

Já Caio Santos, também em depoimento, afirmou que sabia dos riscos e que orientou a família para não produzirem faíscas.

Desde então, a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) investiga o caso. Dezenas de pessoas foram ouvidas, entre elas outros funcionários da empresa de impermeabilização, que relataram que não sabiam que os produtos eram inflamáveis e não recebiam equipamentos de proteção. Os proprietários da empresa também já foram ouvidos na delegacia.

Em entrevista recente à rádio CBN Curitiba, o delegado Adriano Chohfi, responsável pelas investigações, disse que espera concluir o inquérito policial ainda essa semana.

De acordo com o delegado, os proprietários da empresa podem ser indiciados por homicídio entre outros crimes, mas que somente ao final do inquérito poderá afirmar se doloso ou culposo.

Repórter William Bittar