Foto: André Richter - Agência Brasil/EBC
Terrazza Panorâmico

Alvo da fase 62 da Operação Lava Jato, Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, se entregou à Polícia Federal, em Curitiba, por volta do meio-dia desta segunda-feira (5). Com mandado de prisão preventiva, quando não há previsão para soltura, ele estava foragido desde a última quarta-feira (31), quando a ação, batizada de Rock City, foi deflagrada.

A operação investiga o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais e operações de lavagem de dinheiro feitas pelo grupo Petrópolis, que teria auxiliado a Odebrecht a pagar propina através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, em uma operação conhecida como “operações dólar-cabo”.

Os partidos e agentes políticos que teriam recebido as doações ainda estão sob investigação, segundo a Força Tarefa da Lava jato. Estas doações teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2014.

Além de Walter Faria, outros cinco mandados de prisão temporária contra executivos envolvidos também foram expedidos. Quatro deles estão presos e um foragido. Na última sexta-feira (2), a juíza substituta da 13ª Vara Federal do Paraná, Gabriela Hardt, prorrogou por mais cinco dias o prazo das prisões temporárias dos demais envolvidos.

Também foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em empresas do grupo e residências em 15 cidades, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As investigações revelaram que Walter Faria, em conjunto com outros executivos do grupo Petrópolis, atuou em larga escala na lavagem de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil.

Em nota, na última semana, o Grupo Petrópolis informou que “seus executivos já prestaram anteriormente todos os esclarecimentos sobre o assunto aos órgãos competentes. Informa também que sempre esteve e continua à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos”.

Repórter Francielly Azevedo