Foto: Eproc/reprodução
Terrazza Panorâmico

Preso há mais de dois anos e com quatro condenações na Lava Jato, que passam de 50 anos de prisão, o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, tenta, pela terceira vez, fechar um acordo de delação premiada. Em mais uma demonstração de que pretende colaborar com a Lava Jato, Duque entregou ao juiz Sérgio Moro uma foto em que aparece ao lado do ex-presidente Lula. Segundo a defesa, o encontro de Duque e Lula teria acontecido em 2012.

Em depoimento a Moro no dia 05 de maio, Duque relatou três encontros com Lula depois que saiu da Petrobras, em 2012, 13 e 14. Por isso, agora, a defesa entregou novos documentos para tentar provar os episódios. No primeiro encontro, segundo Duque, Lula demonstrou muito conhecimento sobre contratos de sondas firmados pela Petrobras. Naquele momento, Duque disse ter ficado claro que o ex-presidente sabia da corrupção na estatal.

O último encontro teria sido em 02 de junho de 2014, quando a Lava Jato estava em andamento, num hangar no aeroporto de Congonhas. Duque citou, nos novos documentos, os voos de ida e volta a São Paulo para se reunir com Lula. Segundo Duque, o ex-presidente quis saber se ele mantinha uma conta na Suíça para receber valores da empresa SBM, pois a então presidente Dilma Rousseff tinha recebido essa informação e estaria preocupada. Duque negou e teria ouvido de Lula a seguinte resposta.

Lula, por outro lado, afirmou ao juiz Moro que só se reuniu uma única vez com Duque, em 2014, no hangar em Congonhas. O encontro teria sido intermediado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

A foto apresentada por Duque, se tiver a veracidade comprovada, poderia desmentir a versão do ex-presidente.

Ainda na mesma petição, Duque renunciou a todo o dinheiro mantido em três contas na Suíça e em Mônaco. O valor, no entanto, não foi informado. Em nota, a defesa de Lula disse que os documentos apresentados por Duque não provam nenhuma das acusações feitas pelo Ministério Público contra o ex-presidente. Para a defesa, os papeis só provam o desespero dos acusadores, que agora querem transformar uma fotografia com Lula e uma suposta passagem de avião em prova de recebimento de vantagens indevidas.

Repórter Tabata Viapiana

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