Foto: Divulgação EcoCatararas
Terrazza Panorâmico

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística, que administra as concessionárias Ecovia Caminho do Mar e Ecocatararas, informou, nesta sexta-feira (6), que firmou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo o comunicado, a homologação do acordo foi aprovada nesta quinta-feira (5) pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

O acordo determina que a empresa pagará R$ 30 milhões em multas pelas irregularidades cometidas no Estado. Além disso, a concessionária Ecovia vai arcar com R$ 20 milhões de obras e R$ 100 milhões de redução tarifária. Já a Ecocataratas vai arcar com R$ 130 milhões de obras e R$ 120 milhões de redução tarifária.

No comunicado, a Ecorodovias disse que “ratifica seu compromisso com as suas obrigações, como companhia aberta listada no Novo

Mercado da B3, sendo que toda e qualquer informação relevante será divulgada em conformidade com a legislação pertinente e em vigor”.

O preço do pedágio no trecho administrado pela Ecovia, na BR-277, sentido litoral, é de R$ 20,90. A reportagem da Rádio CBN procurou a concessionária para saber sobre uma possível redução no valor, mas ainda não obteve retorno.

Esse é o segundo acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal do Paraná, após virem à tona os casos de corrupção envolvendo as concessões de rodovias do Anel de Integração. Em abril, a CCR Rodonorte firmou compromisso no âmbito da Operação Integração, que é um braço da Lava Jato. Um dos termos, na ocasião, foi a redução de 30% do pedágio em sete praças paranaenses nas rodovias BR-277, BR-376 e PR-151.

Os descontos em relação à tarifa têm o objetivo de reparar o preço considerado abusivo pelo MPF.

Seis concessionárias são investigadas por participação em um esquema de pagamento de propina, que era destinada a campanhas políticas e agentes públicos. Em contrapartida, elas eram beneficiadas com aditivos contratuais.

O ex-governador do Paraná, Beto Richa, chegou a ser preso em janeiro no âmbito da Operação Integração. De acordo com as investigações, o tucano teria recebido pelo menos R$ 2,7 milhões em vantagens indevidas. Ele ficou uma semana detido e foi solto após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha. Richa nega as acusações.

Repórter Francielly Azevedo