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A juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, solicitou informações das autoridades de segurança do Rio de Janeiro para verificar a viabilidade de transferência do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. O deputado cassado foi condenado na Operação Lava Jato e cumpre pena no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O pedido foi protocolado pela defesa de Eduardo Cunha tendo em vista que os familiares dele têm residência no Rio de Janeiro. Pela Lei de Execuções Penais, os condenados devem cumprir a prisão em unidades mais próximas de familiares. A magistrada aguarda o posicionamento das autoridades para definir sobre a transferência.

O advogado de Cunha, Rafael de Castro, explicou que a transferência ainda não foi autorizada, mas que a defesa está otimista.

Castro ainda disse que existem uma série de burocracias que precisam ser seguidas antes da autorização.

Nesta quinta-feira (12), a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Execuções Penais, também despachou sobre o ex-deputado. Na decisão, a magistrada pede o recálculo das multas aplicadas a Cunha, a abertura da conta judicial e determinou que ele pague os valores devidos em até 15 dias para que tenha direito a eventual progressão de regime.

Em março de 2017, o então juiz federal Sérgio Moro condenou Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O ex-deputado recorreu da sentença ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O TRF4, em novembro do ano passado, julgou a apelação criminal e manteve a condenação, apenas diminuindo a pena para 14 anos e seis meses.

Em junho de 2018, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasilia, condenou Eduardo Cunnha a 24 anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional no esquema de corrupção envolvendo desvios na Caixa Econômica Federal. Neste caso, a sentença ainda não foi analisada em segunda instância.

Repórter Francielly Azevedo com colaboração de Fernando Garcel – Paraná Portal