Foto: Divulgação/São Paulo

A esposa de Edison Brittes Júnior, que confessou ter matado o jogador Daniel Corrêa Freitas, no dia 27 de outubro, também deve ser denunciada pelo crime de homicídio, segundo o promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Milton Salles.

Cristiana Brittes foi indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de coação de testemunha e fraude processual, mas agora deve responder também pela morte do jogador.

Em entrevista à rádio CBN Curitiba, na manhã desta segunda-feira (26), Salles afirmou que Cristiana sabia do caráter do marido e que ao invés dela tentar evitar as agressões, determinou apenas que elas fossem continuadas do lado de fora da casa.

Em nota, a defesa de Cristiana Brittes apresentou “repúdio e espanto” com as declarações do promotor e disse que é “estarrecedor o argumento de que seria ela a causadora dos crimes de importunação sexual e tentativa de estupro dos quais foi vítima, enquanto dormia em seu quarto”.

De acordo com a Polícia Civil e com o próprio promotor, não houve estupro ou tentativa de estupro como a defesa da família Brittes aponta. João Milton Salles também ressalta que não há justificativa para tentar transformar Daniel em um estuprador, pois ele é a vítima da situação.

O promotor também contou que a denúncia está praticamente finalizada e ela deve ser encaminhada à Justiça até esta terça-feira (27), quando a morte de Daniel completa um mês.

Por fim, Salles frisou que novos inquéritos policiais devem ser instaurados para que sejam investigados todos os bens de Edison Brittes Júnior e a procedência, uma vez que automóveis, uma motocicleta e até um chip de celular que estavam em posse dele, estavam em nome de outras pessoas, inclusive de um jovem assassinado em 2016 e um que foi preso pela Polícia Federal.

O promotor também disse que algumas pessoas devem ter a prisão temporária convertidas em preventiva e outras podem até ser soltas, mas preferiu não apresentar nenhum nome antes da entrega da denúncia.

Sete pessoas estão presas temporariamente suspeitas de envolvimento na morte de Daniel. Além de Edison e Cristiana Brittes, Allana Brittes, filha do casal, Eduardo da Silva, Ygor King, David Vollero e Eduardo Purkote foram indiciados pela Polícia Civil.

Repórter William Bittar