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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

De acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, em 2018, cerca de 305 mil pessoas estavam vivendo abaixo da “linha extrema da pobreza” no Paraná, ou seja, que possuíam renda mensal inferior a R$ 145.

E não é só isso, os número estão crescendo. Em 2013, eram pouco mais de 163 mil pessoas vivendo nessa situação no estado, ou seja, crescimento de 87,3% nos últimos cinco anos.

Nesse mesmo período, o número de pessoas vivendo abaixo da chamada “linha da pobreza”, apresentou queda. Nessa estatística, a renda mensal per capita é de, no máximo, R$ 420.

Segundo o IGBE, o percentual de pessoas vivendo na linha da pobreza caiu de 14,2% para 13,7%. Essa foi a primeira retração no índice, desde 2014.

Desigualdade

Os números são ainda mais preocupantes quando é feita a relação de cor e raça das pessoas.

De acordo com o estudo, no Brasil, a pobreza atinge sobretudo a população preta ou parda, que representa 72,7% dos pobres, em números, significa que são mais de 38 milhões de pessoas. E as mulheres pretas ou pardas compõem o maior contingente, 27,2 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.

O estudo também revela que pessoas de cor ou raça preta e parda têm metade do rendimento domiciliar se comparado com pessoas de cor ou raça branca. Em 2018, o rendimento médio domiciliar per capita de pessoas pretas ou pardas era de R$ 934, enquanto a média de rendimento de pessoas brancas era de R$ 1.846, per capita.

Em relação às condições de moradia, 56,2% (29,5 milhões) da população abaixo da linha da pobreza não têm acesso a esgotamento sanitário; 25,8% (13,5 milhões) não são atendidos com abastecimento de água por rede; e 21,1% (11,1 milhões) não têm coleta de lixo.

Tanto em relação às inadequações habitacionais como em relação à ausência de saneamento, as proporções registradas são maiores entre pretos e pardos do que entre brancos. Entre pretos e pardos, 42,8% (49,7 milhões) não são atendidos com coleta de esgoto; 17,9% (20,7 milhões), não têm abastecimento de água por rede; e 12,5% (14,5 milhões) não têm acesso a coleta de lixo.