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Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

O tumulto na chegada dos servidores para acompanhar a votação na Câmara Municipal de Curitiba se estendeu para o plenário. Parte dos vereadores alegou que os funcionários públicos estavam sendo cerceados e, por isto, pediram a suspensão da sessão.

Foi o caso da vereadora Maria Letícia Fagundes, do PV, que alegou que o Regime Interno da Casa estava sendo desrespeitado.

Apesar do clima tenso, o presidente da Câmara, Sabino Picolo, do DEM, decidiu pelo prosseguimento da votação de três projetos de lei ligados diretamente com o funcionalismo público, e que tramitavam em regime de urgência. Parte dos servidores acompanhou a sessão das galerias e das escadarias do Palácio Rio Branco, dentro do limite estabelecido pelo Corpo de Bombeiros.

O primeiro projeto de lei analisado foi o que tratava da prorrogação do congelamento dos planos de carreira dos servidores municipais até o dia 31 de dezembro de 2021. Houve a apresentação de um substitutivo à proposição, por parte de diversos vereadores e protocolado pelo líder do prefeito na Câmara, vereador Pier Petruziello, do PTB, que manteve a possibilidade de concessão de auxílio transporte em dinheiro.

A proposta foi aprovada por 22 votos favoráveis, mas recebeu nove contrários e houve uma abstenção. A suspensão dos planos de carreira já fazia parte do pacote de ajuste fiscal aprovado em 2017, mas valia até o final deste ano.

Protestos

Apesar da manifestação contrária de servidores nas galerias e de vereadores da oposição, a votação continuou na Câmara. Também foi aprovado o projeto de autoria do Executivo que delimitou regras para que funcionários sejam dispensados do serviço público para exercerem atividades sindicais. Foram 20 votos a favor da proposta, nove contrários e duas abstenções.

Alguns vereadores chegaram a criticar a forma como os projetos foram conduzidos na Câmara, com a tramitação em regime de urgência. E também alegaram falta de diálogo. Uma das manifestações neste sentido partiu da vereadora professora Josete, do PT.

Também foi aprovado nesta segunda-feira, por unanimidade, o projeto que concede o reajuste de 3,5% para os servidores municipais da ativa, empregados públicos, aposentados e pensionistas, além de funções gratificadas e cargos em comissão. Houve a apresentação de emendas para tentar elevar este índice, mas todas foram rejeitadas.

Repórter Joyce Carvalho