Foto: Luiz Costa/SMCS
Terrazza Panorâmico

A empresa Purunã fechou um acordo de leniência com a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) e terá que pagar R$ 20,5 milhões pelas infrações e ilícitos revelados. O acordo foi firmado na última quinta-feira (19), mas a notícia veio a público nesta segunda-feira (23).

Deste valor, R$ 20 milhões serão destinados à execução de parte das obras que sejam consideradas prioritárias atualmente pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) nas rodovias paranaenses concedidas à Rodonorte. O restante será destinado aos cofres do estado do Paraná.

Conforme o MPF, a empresa reconheceu que gerou caixa para que a Rodonorte realizasse pagamentos ilícitos, visando à obtenção de modificações contratuais que beneficiassem a concessionária.

A Purunã teria participado lateralmente no esquema de concessões rodoviárias do Paraná, proporcionando informações sobre como foi gerado dinheiro em espécie para pagamentos de propinas a altas autoridades do estado.

Além de reconhecer os ilícitos praticados e de efetuar o pagamento de multa e ressarcimento de danos, a empresa apresentou informações e provas relevantes para o esclarecimento dos crimes, que contribuirão para o aprofundamento das investigações decorrentes da operação Integração.

O termo de leniência será submetido à homologação da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, dedicada ao combate à corrupção.

Esse é o terceiro acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal do Paraná, após virem à tona os casos de corrupção envolvendo as concessões de rodovias do Anel de Integração. Em abril, a CCR Rodonorte firmou compromisso no âmbito da Operação Integração, que é um braço da Lava Jato. No início deste mês, a Ecorodovias Infraestrutura e Logística, que administra as concessionárias Ecovia Caminho do Mar e Ecocatararas, também firmou acordo.

Repórter Francielly Azevedo com informações do MPF