Foto: Eduardo Bragança / ASCOM
Terrazza Panorâmico

Ronaldo Ribeiro tem 47 anos, ele trabalha há 20 anos na construção civil. Atualmente presta serviços de carpintaria em uma obra de Curitiba e encontrou um novo rumo para os materiais descartados na construção.

Desde junho, uma equipe – com carpinteiros, pedreiros, pintores, ajudantes, designers e arquitetos – trabalha na produção de peças como pendentes, luminárias, mesa de centro e poltronas. Obras de arte criadas a partir de material considerado, por muitos, como lixo, como conta Ronaldo.

O projeto foi criado pelo Instituto A.Yoshii. As peças são produzidas por meio de trabalho voluntário. Simoni Bianchi, diretora do instituto, lembra que a ideia surgiu quando a empresa buscou alternativas para ajudar o meio ambiente e apresentar um novo olhar a esses colaboradores.  

Projetos como esse estão cada vez mais sendo adotados pelas empresas. Também em Curitiba, uma outra construtora reaproveitou tapumes. Ela contratou um grafiteiro para transformar os painéis e revitalizar a região central. Ao todo, são duas pinturas que ficam na Av. Visconde de Guarapuava, esquina com a Lourenço Pinto.

Para Ronaldo, que mudou a rotina pra se dedicar a arte reciclável, a experiência valeu a pena.

Além de mudar o dia a dia em casa, a iniciativa já virou rotina na empresa em que Ronaldo trabalha.

De acordo com um relatório da Circle Economy, grupo apoiado pela ONU Meio Ambiente, menos de 10% dos materiais gerados na construção civil são reutilizados.

Repórter Francielly Azevedo