Enedina Alvez Marques: primeira engenheira negra do Brasil

Enedina Alvez Marques: primeira engenheira negra do Brasil
Foto: UFPR

A primeira engenheira negra do Brasil é paranaense. Enedina Alves Marques também foi a primeira mulher a se formar em engenharia no estado do Paraná. Foi alfabetizada aos 12 anos e em 1926 ingressou no Instituto de Educação do Paraná, sempre trabalhando como doméstica e babá em casas da elite curitibana para custear seus estudos. Recebeu o diploma de professora em 1932. Até 1935, Enedina lecionou em várias escolas públicas no interior do Paraná. Contudo, a jovem tinha um sonho: queria se tornar engenheira civil. Voltou à Curitiba e, com muitas dificuldades, se graduou no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná, em 1945, aos 32 anos.

Seu maior feito na engenharia foi o projeto de aproveitamento das águas dos rios Capivari e Cachoeira para a construção da usina Capivari-Cachoeira, em Antonina, no litoral paranaense.

Apesar de vaidosa, durante a obra na usina, ficou conhecida por usar macacão e portar uma arma na cintura, que usava atirando para o alto sempre que julgava necessário se fazer respeitada. Enedina ajudou também no desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná em diversos rios do estado.

Uma importante rua no bairro Cajuru em Curitiba recebe o seu nome: Rua Engenheira Enedina Alves Marques. Em 2006, foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá. E no último dia 28 de julho de 2020, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o projeto que dá o nome da engenheira ao trecho da rodovia de acesso a usina que ela ajudou a construir.