Foto: Agência Brasil

95 mil de estudantes podem ter o Enem adiado se os colégios que estão ocupados e são locais prova não forem liberados até o dia 31 de outubro.

O prazo foi definido pelo MEC, que cobra a liberação de 181 escolas em todo o país. A imensa maioria, 145, fica no Paraná.

Caso o movimento de protesto contra a reforma do Ensino Médio não seja encerrado até lá, os milhares de estudantes que receberam ensalamento para essas instituições não farão as provas nas datas originais, em 05 e 06 de novembro e terão que esperar por novos dias de exame, que ainda não foram definidos.

Em coletiva de imprensa em Brasília na qual anunciou a medida, o ministro da Educação Mendonça Filho disse respeita as manifestações, mas afirmou que o direito dos outros alunos tem que ser respeitado.

O ministro afirmou que nesse momento já não há tempo hábil para alterar locais de prova e recomendou bom senso aos participantes das ocupações.

Em nota de esclarecimento divulgada nas redes sociais, o movimento de ocupação das escolas afirmou que em dias anteriores o INEP já havia desmentido versão do governo do estado de que o Enem seria cancelado no Paraná por causa das ocupações e reforça que as provas serão adiadas e não desmarcadas.

Ainda no texto, o movimento afirma que não tem intenção de prejudicar as provas de nenhum colega e que os alunos que participam das ocupações não hesitariam em suspender temporariamente o movimento para a realização das provas, reocupando os locais depois do Enem. Essa decisão, entretanto, dependeria de assembleias a serem realizadas pelos estudantes em 26 de outubro.

Por fim, o movimento reclama do anúncio feito pelo MEC, sem especificar quais são as 145 escolas afetadas. Para o Ocupa Paraná a falta de detalhes impossibilita a rápida tomada de providências e tem o objetivo de enfraquecer as ocupações.

Repórter Cristina Seciuk

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