Foto: Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

Dois empresários da construção civil de Curitiba são alvos de mandados de prisão em mais um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Nuno Gonçalves Coelho foi preso pela Polícia Federal no início da manhã. Já Guilherme Neves Vialle está em Portugal, e por isso, ainda não foi detido. Neste caso, a Interpol deve ser acionada. A operação foi batizada de “Gotham City”, porque Nuno Coelho é conhecido como “Batman”.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Os dois empresários são acusados de participação em um grande esquema de corrupção no transporte público do Rio, envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Formados em engenharia civil, Nuno Coelho e Guilherme Vialle são sócios de um grupo que atua no setor imobiliário, formado por três empresas nas áreas de gestão de estacionamentos, incorporação e construção. O grupo foi fundado em 2004 com sede na região central de Curitiba. O site da empresa diz que Nuno e Guilherme já foram responsáveis pela construção de mais de um milhão de metros quadrados, entre indústrias, shoppings, galpões logísticos, edificações comerciais e residenciais.

Segundo as investigações, os engenheiros teriam lavado dinheiro para Rogério Onofre, ex-diretor do Detro, o Departamento de Transportes Rodoviários, preso no início do mês na operação Ponto Final, que desvendou o esquema de propina no setor de transportes do Rio, com participação do ex-governador Sérgio Cabral. Rogério Onofre é acusado de receber R$ 43 milhões em propina. Ele teria adquirido 11 imóveis da construtora de Nuno Coelho e Guilherme Vialle, mas só teria declarado 50% do custo real das unidades.

Repórter Tabata Viapiana

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