Foto: Ana Krüger
Terrazza Panorâmico
Foto: Ana Krüger

A reivindicação foi feita em uma audiência pública realizada nesta terça (11) pela Assembleia Legislativa do Paraná para debater os impactos da Operação Carne Fraca. Das 21 empresas investigadas pela Polícia Federal, 18 ficam no Paraná.

O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos e do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná, Péricles Salazar, argumenta que as plantas devem ser reabertas e monitoradas. A medida tenta evitar que as empresas fechem as portas definitivamente.

Após anunciar uma série de ajustes na cadeia produtiva, a unidade da BRF em Mineiros, Goiás, foi autorizada a retomar a operação.

Só no Paraná, sete frigoríficos foram total ou parcialmente interditados pelo Ministério da Agricultura. Dois deles, que são administrados por uma mesma empresa, já anunciaram o fechamento e a demissão de todos os funcionários.

O secretário de estado de agricultura e abastecimento, Norberto Ortigara, fala que é muito difícil calcular o prejuízo causado pela Operação Carne Fraca.

A audiência pública também teve a intenção de esclarecer quais as falhas, de fato, identificadas nos frigoríficos. A procuradora-chefe da Procuradoria da República no Estado do Paraná, Paula Conti, reforça que as investigações da PF miram fraudes administrativas.

O superintendente substituto do Ministério da Agricultura no Paraná, Alexandre Bastos, também participou do debate e reforçou as mudanças anunciadas pela pasta para combater a corrupção nas fiscalizações.

O Ministério da Agricultura ainda não divulgou um balanço oficial dos impactos da operação Carne Fraca no setor.

 

Repórter Ana Krüger

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