Foto: Venilton Küchler/AEN

A Secretaria de Estado da Saúde iniciou operação emergencial para evitar a falta de vacinas nos municípios paranaenses. A medida foi tomada porque, segundo o governo, o Paraná vem recebendo as doses em quantidade insuficiente para atender a demanda.

A situação se repete estados e afeta quase todas as vacinas do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, conforme informação da secretaria paranaense.

Os estoques são menores do que o ideal, por exemplo, para as imunizações voltadas à prevenção da meningite, que é a chamada meningocócica C, e também da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. De acordo com o diretor-geral da secretaria, Nestor Werner Junior, alguns lotes chegam com 22 mil doses a menos do que o necessário.

Na região de Cascavel já houve desabastecimento, com a necessidade de remanejamento de doses para garantir o atendimento na área. Agora, as equipes mantêm monitoramento para contornar novos episódios.

O diretor-geral da Sesa atribui o problema no quantitativo de vacinas a deficiências de planejamento no governo federal.

Apesar da dificuldade de momento, o representante da secretaria pede que os paranaenses não deixem de buscar a imunização, obedecendo o calendário vacinal definido no país.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que mantém a distribuição regular das vacinas a todo o país e, em casos pontuais, trabalha na regularização dos estoques. A nota ainda diz que em 2018 foram enviadas ao Paraná 15,7 milhões de doses de todos os imunobiológicos distribuídos pelo Ministério da Saúde.

No caso da vacina meningocócica C, o Ministério da Saúde afirma que foram encaminhadas 9,8 milhões de doses para abastecer o país no ano passado, sendo 563,4 mil para o estado do Paraná. A vacina faz parte da rotina do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível durante todo o ano. O órgão ainda esclarece que a distribuição da meningocócica C ficou reduzida durante alguns meses, devido a atrasos na entrega pelo laboratório produtor, a Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Em uma tentativa de manter as entregas em dia, o Ministério da Saúde realizou uma consulta à Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) sobre a possibilidade de adquirir a vacina de um produtor internacional. É importante ressaltar que não existe, no mundo, outro laboratório com capacidade de produção para atender a demanda do Brasil, de acordo com a OPAS.

No total, o Paraná tem duas mil salas de vacina distribuídas pelas unidades de saúde dos municípios.

Repórter Cristina Seciuk