Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
Terrazza Panorâmico

Até março do ano que vem todas as 15 escolas envolvidas diretamente com a Operação Quadro Negro devem ser entregues à população. A informação foi dada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) nesta quarta-feira (12).

A Quadro Negro foi deflagrada em julho de 2015 e investiga desvio de cerca de R$ 30 milhões que deveriam ter sido usados na construção e reformas de escolas públicas no Estado entre os anos de 2013 e 2015. O ex-governador do Paraná, Beto Richa, é réu na operação por corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida, obstrução de justiça, organização criminosa e prorrogação indevida de contrato de licitação. Ele nega todos os crimes.

O cronograma atual do Governo do Estado aponta que oito centros educacionais foram concluídos. Outros três estão com obras em andamento, como a unidade de Campina Grande do Sul, na região de Curitiba, tendo 80% da edificação concluída. O Colégio Estadual Bandeirantes que já foi alvo de denúncias aqui na CBN Curitiba pela precariedade na estrutura. Os alunos e professores conviviam com infestação de cupim, infiltrações, biblioteca desativada para dar lugar a salas de aula pequenas e sem ventilação, salas construídas em compensado e Eternit, além de piso e forro que ameaçavam ceder em diversos pontos.

O governador Ratinho Junior afirmou que todas as obras serão retomadas.

De acordo com o Governo, apenas três escolas, em Campo Largo, Ponta Grossa e Cornélio Procópio, aguardam nova licitação.

A readequação e retomada das construções devem atender 4,7 mil alunos em oito centros já em funcionamento. No total, o investimento será de R$ 44 milhões entre novas construções e reformas das estruturas já existentes, conforme o diretor-presidente da Fundepar, José Maria Ferreira.

Conforme o Governo Estadual, a retomada de obras vai além da Quadro Negro. A Fundepar informa que há outros centros educacionais espalhados pelo Estado que estavam parados e agora começam a sair do papel, em polos importantes como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Matelândia e Ibiporã.

Repórter Francielly Azevedo