Foto: DHPP/PCPR

Um escrivão da Polícia Civil que estava atuando na “Operação Verão”, no Litoral do Paraná, foi preso suspeito de atrapalhar as investigações contra uma mulher que aplicava golpes com falso aluguel de imóveis durante a temporada.

A prisão aconteceu na última quinta-feira (21), pela Divisão de Combate à Corrupção (DCCO), em Curitiba, e foi acompanhada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, o policial se aproximou da família da suspeita de estelionato para repassar informações da investigação sobre o falso aluguel e em uma das situações, o escrivão intimou o filho da suspeita para ser ouvido na delegacia, sem expedir a intimação pelo sistema.

O corregedor-geral da Polícia Civil, Marcelo Lemos de Oliveira, explica que o policial civil conheceu o filho da suspeita, quando vítimas do golpe do aluguel descobriram onde ela morava e foram até lá para tentar reaver o dinheiro.

Segundo as investigações, enquanto o escrivão fazia o interrogatório do rapaz, ele ainda consultava o mandado de prisão da mãe, que estava em aberto, o que levantou a suspeitas contra o servidor.

Oliveira frisa que não foi dado nenhum tratamento especial ao policial civil nas investigações, apesar de o caso só ser revelado agora.

Os motivos e a possível vantagem financeira que o policial obteve com a mulher presa pelo golpe do falso aluguel, ainda estão sendo investigados.

O policial civil vai responder pelos crimes de corrupção passiva, violação do sigilo profissional e quebra de segredo de justiça.

Ele está preso na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba e paralelo ao inquérito policial, foi instaurado um procedimento administrativo disciplinar pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e caso fique comprovada a prática dos crimes, o policial estará sujeito a pena de demissão do cargo.

Repórter William Bittar