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Terrazza Panorâmico

A cada hora, 35 motoristas desrespeitam o limite de velocidade em Curitiba. Por dia, esse número chega a 850. No acumulado do primeiro semestre, foram 153.816 autuações de trânsito por excesso de velocidade, segundo a Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito.

Os dados da secretaria mostram que a situação mais comum é do motorista que trafega em velocidade superior à máxima em até 20%. Esses casos representam 90% do total de infrações registradas.

Outros 9% das multas se referem a velocidade superior à máxima de 20% a 50% e 1% são de motoristas que transitam em mais de 50% do limite permitido.

O especialista em trânsito, Celso Mariano, ressalta que, apesar de muitas pessoas considerarem que existe uma “indústria da multa”, o motorista é o responsável pelas infrações e, muitas vezes, só se preocupa em respeitar as leis de trânsito se visualizar alguma fiscalização.

Um dos casos registrados pela Setran, por exemplo, aconteceu na Rua General Mario Tourinho, onde o limite de velocidade é de 60 km/h, mas um veículo chegou a passar a 171 km/h, na madrugada do dia 27 de fevereiro.

Em outro, na esquina das ruas Visconde do Rio Branco e Padre Agostinho, no bairro Mercês, um motorista alcançou 110 km/h, no dia 8 de junho.

Esse panorama leva em conta somente os trechos nos quais estão instalados equipamentos de fiscalização (radares fixos e barreiras eletrônicas), além da medição com radares estáticos operados por agentes de trânsito.

Celso Mariano lembra ainda que para o trânsito fluir é preciso a cooperação dos chamados três “Es”: Engenharia, Educação e Esforço Legal, que funcionam como uma espécie de tripé, ou seja, se um não funciona, os demais já estarão prejudicados.

Em 2018, o excesso de velocidade foi o principal fator que levou a acidentes fatais de trânsito na cidade, de acordo com relatório do Programa Vida no Trânsito (PVT).

Repórter William Bittar