Foto: Pedro Ribas/ANPr

Réveillon chegando o que quer dizer que já não demora muito para que as praias do Paraná ganhem centenas de milhares de habitantes temporários.

A virada do ano é uma das datas de maior movimento no litoral paranaense e um dos picos populacionais da temporada 2017/2018 deve ser alcançado no próximo fim de semana.

Com tanta gente cresce também a preocupação com os impactos que esse inchaço populacional pode causar para a saúde pública. Um dos grandes vilões do verão, o mosquito Aedes aegypti merece cuidados especiais, diz o professor e pesquisador da UFPR Mário Navarro.

A cautela é para evitar infestações em mais municípios do litoral, em comparação com o quadro de Paranaguá, por exemplo, que em meados do mês tinha focos do mosquito em 60% da área urbana.

Segundo Navarro, a situação não é de alarme nas praias, mas toda vigilância é necessária para evitar a formação de criadouros, em especial com as volumosas chuvas do período.

Mario Navarro destaca que o caso precisa ser levado a sério pelos veranistas, pois a pressão gerada sobre os serviços maximiza os riscos. Além disso, o aumento da população facilita a proliferação do mosquito.

Sempre é válido deixar claro: o fato de existir a presença do mosquito não quer necessariamente dizer que o vírus da dengue está presente no inseto. No último boletim da doença divulgado pela secretaria de estado da saúde, no dia 19 de dezembro, apenas Paranaguá dentre todas as cidades litorâneas tinha notificações de casos suspeitos de dengue.

Justamente por causa da possibilidade de circulação viral, ampliada pelo aumento populacional, o cuidado coletivo é até mais necessário que as medidas individuais, como o uso de repelentes, que ainda assim não devem ser dispensados.

Repórter Cristina Seciuk

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