Foto: Divulgação
Terrazza Panorâmico

Joel Bin, de 44 anos, ficou em silêncio e não deu nenhuma explicação sobre o que teria acontecido no dia 13 de julho, dia do acidente que terminou com a morte do policial militar Lukas Raffael Brandt, de 28 anos.

Já a mulher do motorista, mudou a versão dada à Polícia Militar, no dia do ocorrido. Aos policiais militares ela disse que o marido chegou embriagado e “não conseguia nem falar”. A declaração foi gravada em um vídeo da PM e anexada ao processo.

Na versão dada à Polícia Civil, ela disse que se sentiu pressionada com a presença de pelo menos 20 policiais militares e negou a ingestão de bebida alcoólica pelo marido.

Lukas Brandt foi morto logo após sair do batalhão onde trabalhava. Ele foi atingido pelo caminhoneiro que, segundo a Polícia Militar, invadiu a pista contrária da Alameda Arpo, no Jardim Cruzeiro. O motorista fugiu sem prestar atendimento à vítima. Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que o policial é atingido.

O motorista deve ser indiciado por homicídio com dolo eventual, porque teria assumido o risco de matar. A Polícia Civil aguarda os laudos do corpo do policial militar e da perícia do local do acidente para concluir o inquérito.

Em nota, a defesa do caminhoneiro reforçou a mulher ficou acuada com a presença dos policiais e que só falou que o marido tinha bebido porque tinha medo que os policiais o matassem, já que eram colegas da vítima.

Os advogados também reforçaram que o advogado que confirmou que o motorista havia bebido e usa medicamentos controlados, “nunca o representou” e que “o Sr. Bin nunca fez uso de medicamentos controlados, muito menos afirmou estar bêbado no momento da tragédia”.

Repórter William Bittar