Foto: Facebook Prograd UFPR
Terrazza Panorâmico

Estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) protestaram, no início da noite desta quarta-feira (8), contra o bloqueio de 30% no orçamento das instituições, anunciado pelo governo federal.

O ato começou por volta das 18h, em frente à sede histórica da UFPR, na Praça Santos Andrade. Os manifestantes marcharam até a Praça Rui Barbosa, também no centro. Em mãos, cartazes com frases contra o presidente Jair Bolsonaro e a favor da educação.

Segundo a Polícia Militar (PM), mil pessoas estiveram presentes, já a organização do protesto fala em 10 mil. O estudante de letras Antônio Steffen participou do ato.

Segundo Antônio, não fosse pelo ensino público ele não estaria na faculdade. O jovem ressalta ainda a qualidade dos professores.

O estudante de mestrado em comunicação pela UFPR, Rômulo Zanotto, ressalta a importância de protestos como este.

Instituições ameaçadas

De acordo com a UFPR, o bloqueio de 30% no orçamento ameaça o funcionamento do local, já que o corte representa cerca de R$ 48 milhões a menos no caixa. Em nota publicada no dia 2 de maio, a universidade afirma que, se não for revertida, a medida resultará em “consequências graves para o desempenho das atividades”.

A nota destaca ainda estariam ameaçadas as despesas básicas, como consumo de água, energia, contratos de prestação de serviços e restaurantes universitários.

No caso da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o corte representa um bloqueio de R$ 37 milhões. Segundo a universidade, ele vai prejudicar os trabalhos de ensino, pesquisa e extensão.

Além da UFPR, da UTFPR e do IFPR, a Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu, vai ser afetada.

As instituições federais paranaenses afirmam que trabalham para reverter a medida.

Próximos atos

Os estudantes e servidores das federais paranaenses já programam novos atos contra os cortes. O próximo está marcado para esta sexta-feira (10), durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Curitiba.

No dia 15 de maio – quarta-feira da semana que vem – eles participam de uma paralisação, que acontece em todo o país. O ato é chamado de Greve Nacional da Educação.

Repórter Lucian Pichetti