Foto: Cristina Seciuk / CBN Curitiba
Foto: Cristina Seciuk / CBN Curitiba

Na assembleia geral, que se estendeu até o final da tarde desta quarta-feira (26), os estudantes reafirmaram que não há orientação para a desocupação dos colégios e que cada unidade tem autonomia para decidir sobre a continuidade do protesto.

Em nota divulgada já à noite, o movimento Ocupa Paraná tornou públicas as principais pautas levantadas: são cinco, entre as quais a cobrança para que o governo vete, por decreto, a aplicação da reforma do ensino médio no estado.

Durou cerca de seis horas a assembleia dos estudantes secundaristas que fazem ocupações em colégios de todo o estado como protesto contra a Medida Provisória de reforma do ensino médio.

Cerca de 600 alunos de diversas regiões participaram da reunião, que aconteceu no Colégio Estadual Loureiro Fernandes, no Juvevê. Os estudantes fretaram vans e ônibus para participar da assembleia, que terminou por volta das 17h.

A imprensa não pôde acompanhar as discussões e ao final do evento nenhum representante gravou entrevista, mas houve o compromisso de divulgar um documento com a pauta de reivindicações. O material foi postado na página do movimento Ocupa Paraná no facebook ainda na noite de ontem (quarta-feira, 26).

No texto são cinco os itens apontados pelo movimento estudantil e tratados como as principais reivindicações.

O movimento pede que o governo Richa determine, por decreto, que a MP não seja aplicada no Paraná e que seja realizada uma conferência estadual em que professores, alunos e representantes do governo debatam uma nova proposta de reforma.

Outro item pede uma chamada “anistia” para que não existam perseguições, demissões ou ameaças aos estudantes, professores, pais e simpatizantes que ocupam e apoiam o movimento.

Outra das reivindicações é uma exigência ao MEC, para que com a ajuda do governo estadual e municipal de cada cidade, realoque os locais de prova do ENEM, assim como a UFPR fez com o vestibular e o TRE fez com as eleições. Sobre isso vale lembrar que o Ministério deu prazo até o dia 31 de outubro para as desocupações, sob pena de adiar o exame dos alunos que tem ensalamento nessas instituições que foram tomadas no protesto.
Por fim os alunos dão um prazo ao governo do estado, de sete dias, atender todas às exigências a partir da data da divulgação do documento completo – o que ainda não foi feito.

Conforme a postagem feita pelo Movimento Ocupa Paraná após a assembleia, “a sistematização completa com os textos, carta dos estudantes e lista com todas as propostas será divulgada o quanto antes.”

Por fim, o movimento reforça que não há orientação para que as escolas sejam desocupadas. Cada escola tem autonomia para decidir sobre a continuidade ou não do protesto.

De acordo com os estudantes 827 escolas seguem ocupadas em todo o Paraná.

Para o governo do estado são 672 conforme o último balanço divulgado. Outras 159 já teriam sido liberadas desde a segunda-feira (24).

A reportagem da CBN entrou em contato com o governo do estado e aguarda resposta para saber se as reivindicações já foram encaminhadas.

Repórter Cristina Seciuk

 

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