Foto: Venilton Küchler/AENPr

Entre os dias 07 e 11 de dezembro, 331 armadilhas foram espalhadas pelo município e mosquitos foram capturados em quase 60% delas.

De acordo com o professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná e presidente da Sociedade Brasileira de Entomologia, Mario Navarro, o índice tão elevado de presença do inseto às vésperas do verão representa risco real de epidemia.

A ação realizada pela UFPR demonstra a presença de fêmeas adultas do mosquito em praticamente toda a área mais densamente povoada de Paranaguá o que revela controle insuficiente do vetor; situação que precisa ser revertida, diz Navarro.

Como medida para auxiliar no combate ao mosquito, o a regional de saúde começou a fazer aplicações de fumacê no município, mas conforme o professor, inseticida só resolve em parte o problema, sendo necessário de evitar a propagação do inseto. Para a chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, o retrato é importante para a conscientização dos moradores.

O estudo começou a ser feito em junho deste ano com instalação mensal de armadilhas, com evolução que demonstra a alta atividade do Aedes na cidade. Os equipamentos que antes indicavam a presença de 30 ou 40 ovos, passaram a ter 100, 200, até 500 ovos por período, índice que preocupa, é claro, pela época mais favorável ao surgimento dos criadouros e da propagação do mosquito. Além disso, Paranaguá é uma das cidades mais problemáticas do estado com relação à dengue, com epidemias recorrentes e mais de três mil casos notificados no período epidemiológico de 2016/2017.

Repórter Cristina Seciuk

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