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Foto: Reprodução
Terrazza Panorâmico

Um homem frio e sem qualquer semblante de quem está arrependido dos crimes que cometeu, é assim que a Polícia Civil do Paraná descreve Carlos Eduardo dos Santos, o homem que, depois de quase 11 anos, foi identificado como o principal suspeito do assassinato de Rachel Genofre, encontrada dentro de uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba, em novembro de 2008.

Ao todo, Carlos Eduardo teve quatro esposas e três filhos, mas, nem para eles, admitia os crimes que cometia. São mais de 30 anos cometendo os mais diversos delitos como estelionato, roubo e estupro de crianças e adolescentes. São pelo menos seis casos envolvendo crianças entre 4 e 14 anos.

De acordo com a Polícia Civil, o modo de agir era quase sempre o mesmo com todas as vítimas. Sempre se passando por um homem do bem e conquistando a confiança daquelas pessoas que seriam alvo dos crimes.

Uma das ex-companheiras de Carlos Eduardo dos Santos foi ouvida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Ela se relacionou com Carlos em 2008, após o crime cometido contra Raquel Genofre.

A mulher, que não pode ser identificada, revela que era obrigada pelo próprio companheiro a ter relações sexuais e que foi ameaçada por diversas vezes. Ela fez dois boletins de ocorrência contra Carlos Eduardo, um por documentos falsos e outro por ameaça.

A delegada da DHPP da Polícia Civil, Camila Cecconelo, explica que nos dois depoimentos que prestou aos policiais, Carlos Eduardo mudou as versões de como teria cometido o crime e onde. Ela ressalta que não consegue dizer ainda se o suspeito mente por vontade própria ou se tem algum distúrbio.

O diretor-geral da Polícia Científica, Leon Grupenmacher explica que dois exames psiquiátricos do suspeito serão feitos por dois peritos forenses, para identificar se Carlos Eduardo tem ou não distúrbios mentais.

Carlos Eduardo dos Santos segue detido na Casa de Custódia de Curitiba, após ser transferido da Penitenciária 2 de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde estava preso pelos crimes de estupro e estelionato.

Ele será indiciado pela Polícia Civil do Paraná pelos crimes de estupro e homicídio triplamente qualificado por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime.

Repórter William Bittar