Foto: Orlando Kissner/ALEP
Terrazza Panorâmico

O ex-diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, perito criminal Hemersson Bertassoni, afirmou que a falta de profissionais na instituição está comprometendo o trabalho de investigação e perícia em diversas ocorrências no Estado. O desabafo foi feito em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (4), após ele receber uma menção honrosa.

O trabalho dos profissionais é fundamental na solução de diversos crimes de grande repercussão. Ao analisar vestígios do local do crime, ele fornece provas materiais para o delegado, promotor, advogados e juiz.

No Paraná, são 354 peritos e 127 auxiliares de perícia, que trabalham nos institutos Médico-Legal e de Criminalística do estado. Eles atuam nos mais diversos casos como acidentes de trânsito com vítimas, identificação de veículos, exames de balística, análise de imagens e vídeos, exames laboratoriais e químicos, ocorrências com explosões, incêndios, desabamento e até contra o patrimônio.

Bertassoni ressalta a necessidade do chamamento de aprovados em um concurso feito em 2017 para ajudar nesse trabalho.

O vice-líder do governo e um dos proponentes da homenagem, deputado Tiago Amaral (PSB), destacou que o Poder Executivo e os deputados entendem a necessidade de contratação e que isso está sendo estudado no projeto de reformulação da Segurança Pública do Paraná.

O deputado ressalta que também tem conhecimento sobre a situação das viaturas da Polícia Científica.

O perito Hemersson Bertassoni esteve na Assembleia para explicar o funcionamento da Polícia Científica e falar sobre o assassinato da menina Rachel Genofre, encontrada morta em uma mala, em 2008, na Rodoferroviária de Curitiba. Ele é um dos gerentes do Laboratório Forense da Polícia Científica e assinou 140 dos 170 laudos de cruzamentos genéticos do caso. A polícia chegou ao nome do suspeito depois de 11 anos de investigação, graças ao banco nacional de perfis genéticos de criminosos.

A Secretaria da Segurança Pública estuda constantemente as carreiras dos seus integrantes, bem como busca melhorias e benefícios que motivem os profissionais a continuarem sempre desempenhando um excelente trabalho à comunidade.

Em julho deste ano tomaram posse 96 novos profissionais para reforçar a Polícia Científica do Paraná. Dentre eles médicos-legistas, peritos criminais, toxicologistas, odontolegistas e químicos -legais, aprovados em concurso público de 2017. Eles estão em curso de formação e devem assumir os cargos das unidades de todo o Paraná em breve.

Repórter Francielly Azevedo