Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido, por volta das 10 horas, pela delegada Luciana Fuschini, da Polícia Federal de Santos.

O assunto foi a ocupação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo ao Condomínio Solaris, onde fica o triplex do Guarujá. A cobertura também foi invadida.

A ocupação ocorreu no dia 16 de abril de 2018, nove dias depois de Lula ser preso na Operação Lava Jato. A ocupação no condomínio durou cerca de quatro horas e só terminou após negociação com a Polícia Militar. Cerca de 50 pessoas teriam participado.

O advogado de Lula, Manoel Caetano Ferreira, falou sobre o depoimento do ex-presidente, em um vídeo que foi gravado em frente à sede da PF em Curitiba, e publicado em redes sociais no final da manhã.

Lula negou que tenha qualquer responsabilidade sobre a ocupação, e que a suposta incitação ocorreu como uma espécie de desabafo.

O advogado diz ainda que a ocupação no condomínio foi organizada pelos responsáveis pelos movimentos sociais.

Lula foi ouvido por cerca de 10 minutos. Para o advogado, o ex-presidente não tinha muito o que contribuir com esta investigação. Ele ainda comentou toda a operação logística para que a delegada viesse de Santos para ouvir o ex-presidente.

A delegada Luciana Fuschini é a responsável pelo inquérito e investiga o crime de “esbulho possessório”, quando há uma invasão violenta feita por um grupo a um bem público ou privado.

O caso é apurado pela Polícia Federal porque o triplex do Guarujá foi confiscado pela Justiça durante as investigações da Operação Lava Jato.

Repórter Fábio Buchmann