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Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (7), que considerou inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância, os advogados de defesa do ex-presidente Lula, preso na sede da superintendência da polícia federal em Curitiba, se reuniram com ele para definir os próximos passos.

O advogado Cristiano Zanin chegou pouco antes das 10h e saiu da superintendência da Polícia Federal antes do meio dia. Ele informou que já havia protocolado o pedido para expedição do alvará de soltura do ex-presidente.

De acordo com Zanin, a decisão por parte da juiza Carolina Lebbos deve ser imediata. Para isso, o advogado irá conversar pessoalmente com a juíza.

Zanin disse que o ex-presidente recebeu a notícia da decisão do STF com serenidade e como uma luz de esperança para que possa haver justiça em seu julgamento. O advogado reiterou que espera pelo julgamento do habeas corpus que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Expectativas

Sobre a saída de Lula e para onde o ex-presidente irá Zanin não soube informar e disse que o foco é a liberdade dele.

A deputada federal Gleisi Hoffmann que também esteve com o ex-presidente Lula, afirmou que o desejo é o de que ele seja libertado ainda hoje. A deputada disse ainda que a primeira coisa que o ex-presidente irá fazer será visitar a vigília, instalada no entorno da sede da Polícia Federal há 580 dias. Depois, retomará a vida pública, segundo Gleisi do local onde foi interrompida, o Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo.

A conversa do advogado Cristiano Zanin com a juíza Carolina Lebbos para expedição do alvará deve acontecer no início da tarde. Após a expedição do alvará, a saída do ex-presidente da carceragem da Polícia Federal em Curitiba onde está preso desde o dia 7 de abril de 2018, deve ser imediata.

Repórter Vanessa Fernandes