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Terrazza Panorâmico

Em 2018, 61 casos de feminicídio, quando o assassinato acontece pelo simples motivo da vítima ser mulher, foram registrados no Paraná, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). O assassinato de mulheres em razão do gênero passou a ser considerado homicídio qualificado e crime hediondo em 2015.

No Paraná, não são poucos os casos que ganharam grande repercussão por serem crimes bárbaros contra mulheres. Um desses casos, apesar de ainda não existir a condenação do acusado, que deve ir a júri popular, foi escolhido para representar o “Dia D” de combate ao feminicídio no estado.

A advogada Tatiane Spitzner morreu no dia 22 de julho de 2018. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), ela foi morta pelo marido, o biólogo Luiz Felipe Manvailer, por esganadura e depois teve o corpo arremessado da sacada do quarto andar do prédio onde moravam, no Centro de Guarapuava.

A promotora de Justiça Ticiane Louise Santana Pereira, do Ministério Público do Paraná lembra que o feminicídio, na maioria das vezes, se dá dentro do seio familiar, ou seja, pelo próprio companheiro da vítima.

Ticiane Pereira ainda lembra que o perfil feminicida aparece a partir do momento em que a mulher diz não, ou seja, quando ela já está no ponto de sair de um relacionamento abusivo.

Um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado no ano passado, coloca o Paraná entre os estados com mais casos de feminicídio, ao lado do Rio Grande do Norte, Amazonas e Mato Grosso.

Atualmente, 58 processos de feminicídio estão em andamento no Paraná.

Repórter William Bittar