Foto: André Richter - Agência Brasil/EBC
Terrazza Panorâmico

Na sexagésima quinta fase da Operação Lava Jato, são investigados crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro relacionados à Transpetro, subsidiária da Petrobras, e à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

As investigações apontam que, ao menos entre 2008 e 2014, o ex-ministro Edison Lobão e o filho Márcio Lobão solicitaram e receberam propinas de aproximadamente R$ 50 milhões dos Grupos Estre e Odebrecht.

De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, os pagamentos de propina eram feitos de diversas formas como aquisição e posterior venda de obras de arte com valores sobrevalorizados, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, utilização de laranjas em operações de compra e venda de obras de arte, e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas ‘offshore’ no exterior.

No período das transações, foi identificado um incremento no patrimônio de Márcio Lobão de mais de R$ 30 milhões.

O procurador da República, Roberson Pozzobon explica as formas como as propinas eram pagas ao ex-ministro e ao filho.

Já o procurador da República, Athayde Ribeiro Costa detalha que Edison Lobão foi até um hospital para pedir propina a um empreiteiro da Odebrecht.

Costa também explica que as evidências apontam ocultação de dinheiro em offshores do exterior há, pelo menos, dez anos.

Além disso, em alguns momentos, Márcio Lobão, para tentar dar licitude ao dinheiro de lavagem, ratificou as declarações de Imposto de Renda de 2012 a 2015.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Já Márcio Lobão foi preso preventivamente no Rio de Janeiro e será transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ficará à disposição da justiça.

Repórter William Bittar