Foto: Divulgação BPP

Uma febre que dura quase 7 décadas no país do esporte mais popular do mundo. Era o ano de 1950 quando o primeiro álbum de figurinhas oficiais com jogadores de futebol foi lançando dando início a um verdadeiro fenômeno.

Na época as figurinhas vinham dentro de embalagens de balas. Diz a lenda que os confeitos eram sumariamente descartados, e o que interessava aos compradores eram apenas as figurinhas.

Desde 1970 a empresa italiana Panini se tornou a proprietária exclusiva dos direitos de publicação do álbum oficial da Copa do Mundo, que se espalhou pelos diversos cantos do planeta.

Colecionar o álbum se transforma em uma espécie de jogo, onde a sorte e a persistência ditam o ritmo. Em Curitiba são inúmeros pontos onde a economia gira em torno dos pacotinhos, cada um custando R$ 2,00 com cinco figurinhas.

O final de semana de frio e chuva não assustou e uma multidão foi até uma área destinada exclusivamente às trocas ao lado de um supermercado no bairro Uberaba.

Via de regra, completar a coleção vira um complicado quebra-cabeça. Na medida em que se avança na colagem dos espaços vazios, diminuem as chances de abrir um pacote com figurinhas que não sejam repetidas.

Para organizar a logística, vale fazer listinha impressa e ter muita atenção nas oportunidades que estão à volta. Haja preparo físico. São quase 700 figurinhas no total.

Este é Luiz Alberto Valério, e conta que o filho pela primeira vez está tentando completar um álbum da Copa do Mundo. Mas Luiz Alberto já é craque no assunto. Uma paixão que virou tradição na vida dele.

E tem muito jogador liso, difícil de marcar no campo das figurinhas. Adrian de 11 anos passou a tarde perseguindo jogadores da Espanha. Depois de muito olé das figurinhas, faltava apenas uma, depois de um dia em que ele teve que suar muito a camisa.

No mercado paralelo, corre solta a venda de figurinhas improváveis nos pacotes. Trabalho para profissionais. Onde há gente trocando, tem quem venda.

Rickson Bryan do Nascimento já está na terceira Copa do Mundo, literalmente vendendo felicidade. Os preços não costumam passar de dez reais nas avulsas.

Ele dá algumas dicas antes que a compra de figurinhas seja efetivamente necessária. Os pacotões fechados, com os pacotes menores, lacrados, são uma ótima oportunidade.

O designer gráfico Claudio Inzewiak explicou como estava funcionando a cotação das figurinhas. Como nas diferentes notas de dinheiro, elas não têm o mesmo valor. As brilhantes ou douradas, são os verdadeiros objetos de cobiça e acabam trocadas a peso de ouro.

Claudio e a esposa Juliana Simões garantem que a troca de figurinhas é uma verdadeira mão na roda para estimular o convívio familiar. Além disso é uma ferramenta eficiente para tirar dos pequenos a dependência da tecnologia na hora da diversão.

A troca de figurinhas costuma se estender até depois do encerramento das Copas do Mundo em vários pontos de Curitiba.

Repórter Fabio Buchmann

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