Foto: Cristina Seciuk/CBN Curitiba

O sindicato das empresas de ônibus de Curitiba adiantou que não tem condições de atender o índice de reajuste salarial solicitado por cobradores e motoristas da rede de transporte. O aumento a ser concedido aos trabalhadores tem impacto direto no valor da tarifa, que deve subir em 2019.

A avaliação sobre a impossibilidade de atendimento ao pedido da categoria foi feita por Maurício Gulin, presidente do Setransp, sindicato que reúne as viações que operam as linhas do transporte urbano em Curitiba.

A pauta salarial apresentada por motoristas e cobradores reivindica 10% de aumento, índice considerado inviável pelo sindicato patronal.

De acordo com Gulin, os empregadores ainda vão se reunir para estabelecer uma contraproposta a ser apresentada, índice que, no máximo, deve ser igual à reposição inflacionária do período.

A expectativa em torno das negociações entre os sindicatos tem relação com o esperado aumento no preço da passagem de ônibus, que inevitavelmente vai chegar, segundo afirmou anteriormente o prefeito Rafael Greca.

Para segurar o reajuste no patamar “mais baixo possível”, o município pediu ajuda ao governo do estado, no formato de aporte financeiro. As negociações sobre a manutenção do subsídio ainda não avançaram, mas Greca promete encontrar uma solução, mesmo se receber uma negativa de Ratinho Jr.

O prefeito não deu detalhes sobre as alternativas que poderiam ser aplicadas para segurar a tarifa o mais próximo possível dos atuais R$ 4,25.

O governador já afirmou ser favorável à concessão de uma ajuda ao transporte coletivo da cidade a partir da isenção de cobrança do ICMS do diesel. A medida, adotada no Paraná desde 2013, foi suspensa em dezembro do ano passado, e agora precisa de autorização expressa do Conselho de Política Fazendária para ser retomada.

As declarações foram dadas durante a entrega de novos ônibus, em mais uma leva de renovação da frota da cidade, conforme acordado entre a prefeitura e o sindicato das empresas em 2017.

Trinta e sete coletivos foram disponibilizados nesta quinta-feira (07), totalizando 154 veículos 0km colocados para rodar até agora em substituição a outros que operavam com vida útil vencida, situação que foi provocada por quatro anos de renovação travada em razão de questionamento sobre o equilíbrio financeiro dos contratos de concessão do transporte.

Nos termos do acordo firmado em 2017, um total de 450 ônibus novos devem ser comprados pelo Setransp e passarão a atender os passageiros até o final da gestão Greca, em 2020.

Repórter Cristina Seciuk