A Força-Tarefa da Lava Jato devolveu nesta quinta-feira mais de R$ 1 bilhão à Petrobrás. Os valores foram recuperados por meio de acordos de colaboração e leniência firmados com o Ministério Público e Procuradoria Geral da República.

Esta foi a maior devolução de recursos à Petrobrás entre as 11 que já ocorreram desde o início da Operação Lava Jato há quatro anos.

São exatos R$ 1.034.406.939,75. Deste valor, cerca de R$ 260 milhões estão depositados na conta judicial da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, mas devem ser transferidos para a Petrobrás nos próximos dias.

Os outros R$ 774.599.245,91 já foram depositados. A solenidade de devolução ocorreu, nesta manhã, no auditório do MPF em Curitiba. Participaram o Presidente da Petrobrás, Ivan de Souza Monteiro, o procurador da República Deltan Dallagnol, além de representantes da 13ª Vara Federal de Curitiba, da Receita e da Polícia Federal.

O presidente da Petrobrás falou sobre a transformação da estatal desde o início da Operação Lava Jato. Houve investimento em áreas de controle interno, e hoje a Petrobrás é uma empresa, segundo o presidente, que adota tolerância zero contra a corrupção.

Ivan de Souza Monteiro também garantiu que a Petrobrás ainda é um orgulho para os próprios funcionários, e que nunca se beneficiou de um único centavo fruto da corrupção

Deltan Dallagol falou sobre o momento que o Brasil enfrenta. Primeiro disse que está na hora da população parar de se colocar na condição de vítima e de assumir as rédeas do próprio destino. Qual seria o caminho para isso? O voto

Deltan Dallagnol falou sobre os ataques que a lava jato têm sofrido, e teme por um desgaste da operação. Ele citou como exemplo o que ocorreu na década de 1990 com a Operação Mãos Limpas, a maior ação contra a corrupção da história da Itália.

Segundo Dallagnol, vinte anos depois da Operação Italiana, nada de concreto contra a corrupção foi posto em prática naquele país

Repórter Fábio Buchmann

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