Foto: Arnaldo Alves / ANPr

Os procuradores da força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná (MPF) emitiram uma nota na qual manifestam surpresa em relação à decisão emitida pelo ministro João Otávio Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a soltura de Beto Richa, ex-governador do Paraná preso na 58ª fase da operação.

De acordo com a nota, os procuradores discordam da decisão, uma vez que o ministro João Noronha já havia criticado publicamente decisão de prisão emitida contra o governador, em setembro do ano passado, fora dos autos, o que levanta, segundo o MPF, sérias dúvidas sobre sua parcialidade para emitir a decisão no referido habeas corpus. Além disso, os procuradores destacam que a ordem de soltura foi dada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (3ª instância de julgamento) sem que a decisão que decretou a prisão tenha sido avaliada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (2ª instância), em ‘evidente supressão de instância’.

Os procuradores questionam ainda que o habeas corpus foi concedido sem que o Ministério Público tivesse a oportunidade de se manifestar, apresentando informações e documentos relacionados ao processo.

A força-tarefa da Lava Jato informou ainda que está avaliando as providências que devem ser tomadas, em relação à decisão do presidente do STJ.