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O Ministério Público Federal pediu aumento da pena à qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em primeira instância no processo relacionado ao Sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato.

Em fevereiro deste ano, o petista recebeu sentença de 12 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Agora, a força-tarefa encaminhou apelação ao juízo por discordar da decisão da juíza substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Ao calcular a pena, Hardt entendeu não haver prática reiterada de crime, mas caso único de lavagem de dinheiro. No documento elaborado pelo MPF, entretanto, a avaliação que se faz é de que houve cometimento de ilegalidades em série e por intermédio de organização criminosa, condições suficientes para aumento da pena, segundo a força-tarefa.

Os integrantes do MPF consideram ainda que Lula agiu de ofício na condição de destinatário das vantagens indevidas oferecidas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, dando causa à aplicação de aumento de pena.

A apelação encaminhada pelo MPF pede que Lula seja condenado a 45 atos de lavagem de dinheiro e oito de corrupção passiva relacionados ao processo do Sítio de Atibaia. A força-tarefa, no entanto, não apontou o cálculo de para quanto poderia ser elevada a pena.

A reportagem da CBN tenta contato com a defesa do ex-presidente para um posicionamento.

Além de Luiz Inácio Lula da Silva outros réus da operação também são apontados nessa apelação que cobra o aumento de pena.

Repórter Cristina Seciuk