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Terrazza Panorâmico

Nesta terça-feira (29), foi discutida em uma audiência pública, na Comissão de Minas e Energia, a ata bilateral firmada entre Brasil e Paraguai sobre a Usina de Itaipu. Ela estabelece que entre 2019 e 2022 o país vizinho pagaria um preço mais alto do que o praticado no ano passado para a energia contratada. Mas após uma crise e a ameaça de impeachment do presidente Mario Abdo Benítez, o acordo foi anulado, em agosto. Durante a audiência, o deputado federal Gustavo Fruet (PDT-PR) falou sobre os reflexos da decisão para os dois países.

Além do aspecto econômico e dos possíveis investimentos em obras estruturantes, Fruet ponderou sobre o papel do Brasil no novo acordo.

Com base em estudos, foram apresentados pelo deputado seis cenários, buscando estabelecer uma relação de equilíbrio. Segundo o parlamentar, até por ter mais impacto na economia interna do que o Brasil, o Paraguai está mais adiantado na preparação desta negociação.

Gustavo Fruet expôs ainda ao presidente da empresa que solicitou, sem sucesso, ao governo brasileiro, no início deste ano, informações sobre decisões que poderão ter impacto no novo acordo.

O deputado afirma que o interesse maior é em relação ao Paraná, neste contexto. O Estado é o maior produtor de energia do País, mas não recebe o ICMS relativo a este desempenho.

Repórter Marcelo Ricetti, com informações de Vanessa Fernandes.