Foto: Divulgação/EBC
Terrazza Panorâmico

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o encarregado de obras da OAS, Misael de Jesus Oliveira, confirmou que coordenou a reforma do Sítio de Atibaia, no segundo semestre de 2014, e que, quando foi chamado para a obra, lhe informaram que ele iria “reformar o sítio do presidente”. Misael disse que foi convocado por um gerente, que afirmou que ninguém poderia ficar sabendo das obras. Ele afirmou ainda que recebeu orientações da ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro do ano passado. O caseiro da propriedade, Maradona, é quem dava os recados.

Misael disse que viu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva duas vezes, mas que, quando Lula ia visitar o imóvel, era solicitado que a equipe da OAS deixasse o sítio. O funcionário garantiu a Moro que as despesas das reformas eram bancadas pela construtora.

Misael prestou depoimento no processo em que Lula é acusado de receber pagamento de vantagens indevidas da OAS e da Odebrecht através de reformas e melhorias no sítio de propriedade de um amigo do filho do ex-presidente, Fernando Bittar, mas cuja utilização é atribuída à família de Lula pelo Ministério Público Federal.

O encarregado da obra disse que a reforma, conduzida pela OAS, teria custado entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.

A defesa do ex-presidente declarou que as supostas intervenções no sítio foram em 2014, quando ele não tinha mais cargo público. Afirmou ainda que Lula não praticou crime algum e que a propriedade é de Fernando Bittar.

Repórter Lucian Pichetti

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