Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Com o objetivo de coibir a prática de quem embarca nos ônibus sem pagar a passagem, as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana lançaram nesta terça-feira (4) a Operação Fura-catraca. O prejuízo gira em torno de R$ 6 milhões por ano, dinheiro suficiente para a compra de cinco ônibus biarticulados novos.

Esse prejuízo é calculado a partir de um levantamento realizado pelas empresas de ônibus, que mostra que quase quatro mil pessoas utilizam o transporte coletivo todos os dias sem pagar a passagem.

Uma empresa de segurança foi contratada para atuar como controladores, que irão monitorar o acesso, em diferentes horários e com o apoio de carros e motos, das estações-tubo mais visadas pelos fura-catracas. Os controladores estarão na entrada das estações-tubo, devidamente identificados, para orientar sobre o modo correto de utilizar o sistema de transporte coletivo.

Os controladores também irão entregar um panfleto aos passageiros explicando o que é e como vai funcionar a operação, lembrando que embarcar nos ônibus sem pagar a passagem é crime.

Ainda assim se houver invasão ou qualquer tipo de violência a situação será repassada aos órgãos de segurança pública, como a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

O diretor executivo das empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César destaca que o objetivo da operação é conscientizar a população, que pular a catraca traz prejuízos a cidade, retardando investimentos na melhoria do sistema e deixando a tarifa mais cara para todos.

O número de controladores contratados para a operação, bem como o de carros e motos não foi divulgado, nem o custo da operação que será custeada exclusivamente pelas empresas de ônibus. De acordo com o diretor das empresas a ação não trará impactos para a tarifa técnica, nem para a tarifa para o passageiro.

A Operação Fura-catraca é uma parceria das empresas de ônibus, Setran, Prefeitura de Curitiba, Guarda Municipal, Policia Civil e Militar, e será realizada inicialmente por um ano. Caso apresente resultados positivos, deverá ser ampliada.

Repórter Vanessa Fernandes