Foto: Cristina Seciuk

Os casos em Curitiba e região são inúmeros de acordo com a delegacia de Furtos e Roubos. Alvo fácil de criminosos, as bicicletas roubadas aparecem em diversos avisos compartilhados nas redes sociais pelos donos, na tentativa de tê-las de volta, independentemente da confecção de Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil.

Um desses posts foi feito no dia 26 de junho pela cientista da computação Iris Burger, que  teve a bicicleta levada de dentro da garagem de casa. A bike foi furtada durante a madrugada, apesar das tentativas de mantê-la segura e a proprietária acredita era o único foco do ladrão.

O delegado-adjunto da especializada em Furtos e Roubos, Emmanoel David, destaca que esse tipo de crime ocorre, muito, por oportunidade.

Nesta semana, a delegacia identificou um suspeito de furtar ao menos duas bicicletas de um condomínio residencial, no Bacacheri, e outro foi autuado em flagrante por receptação. As equipes da polícia chegaram ao receptador por denúncia anônima. A partir dela, foram encontradas oito bicicletas sem origem comprovada, parte delas desmontada, além de diversas peças avulsas. Tudo foi apreendido.

Já no caso do furto ao condomínio, o suspeito havia prestado serviços no local e se utilizou de informação que conseguiu no período como pintor para entrar no prédio; situação que motiva um alerta por parte do delegado.

A dona da bicicleta do início da reportagem ainda tem esperança de que ela seja encontrada. Diz que está de olho em sites de venda na tentativa de flagrar algum anúncio que possa ter sido colocado por receptadores e que repassou todos os dados possíveis à polícia.

No site bicicletasroubadas.com.br, criado em 2009 para registrar esse tipo de crime em todo o país, Curitiba aparece como a terceira cidade em número de roubos e furtos: 350 deles no total. Apesar de o número passar longe de ser oficial, é um termômetro dos casos; na página, a vítima preenche um formulário eletrônico para incluir a bike que foi levada, com o objetivo de ajudar na recuperação, evitar a compra de material roubado, mapear as principais áreas de risco para ciclistas e prevenir novos casos, por meio da divulgação da forma de agir dos ladrões.

Repórter Cristina Seciuk

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